20 MARZO

 

 

Pe. Antônio Pressacco

 

NATO:

Turrida di Sedegliano, UD – 31.07.1898

 

PRIMA PROFESSIONE:

2.08.1915

SACERDOZIO:

Udine – 23.09.1923

Chegou ao Brasil 16.04.1929

MORTO:

Verona – 20.03.1978

ETÀ: 80 anni 

 

Nasceu em Turrida, no Friuli, de João e Madalena. Entrou como aspirante em Gemona, em 1911 e fez a profissão religiosa em Verona, aos 20 de agosto de 1915.

Da classe de 1898 teve que interromper os estudos para lutar em Montello e em Grappa (1917-1920).

Ordenado sacerdote em Udine, no dia 23 de setembro de 1923, entregou-se com ardor ao apostolado sacerdotal em paróquias, escolas, colégios, e sempre teve postos de responsabilidade nas várias obras estigmatinas.

De 1929 a 1933 trabalhou como professor na nossa Escola Apostólica, no Brasil.

Voltando para a Itália entregou-se com afinco ao apostolado entre os jovens, nos grupos teatrais, em paróquias, nas escolas, na pregação e na assistência continua aos oratórios e recreatórios.

No Colégio Bertoni, em Udine, teve seu grande momento de prova: de diretor severo, mas bom, sempre exigente e sempre generoso.

Em 1973 teve que abandonar sua Gemona, seu último campo de trabaiho (14 anos), por Verona, em São Leonardo.

Os últimos anos de Pe. Antônio foram de sofrimento e dor. Sua enfermidade o deixava taciturno: o ver-se inútil depois de uma vida transcorrida a serviço da Igreja e da Congregação, sobretudo no meio juvenil, o fazia sofrer mais que a doença que lentamente o consumia.

Quando havia possibilidade de passar algum momento com os jovens, reanimava-se todo. Então começava a sorrir, a conversa tornava-se viva e toda sua pessoa assumia um ar de serenidade. Os aspirantes que viviam em S. Leonardo eram os amigos mais queridos.

Os enfermeiros que cuidaram dele nesses últimos anos, conseguiram com sua generosidade e delicadeza, tornar menos pesados os longos dias que Pe. Antônio devia passar preso a sua cadeira de rodas. Ir. João Cignoli, primeiro, Ir. Natale e Ir. Patricio depois, cuidaram dele com muito carinho até o dia de sua morte.

Internado a 03 de março no Hospital de Verona, suas condições se agravaram. Na manhã do dia 20 de março entregava sua alma a Deus.

Sua vida foi uma luta continua. O trabalho no meio dos jovens das escolas e dos colégios, ao qual Pe. Antônio dedicou inteiramente suas melhores energias, não foi fácil. Ele sabia muito bem quando deixou escrito o seguinte: “Tendo desistido de constatar o efeito do meu trabalho, por temor da presunção, contentei-me com semear e regar, sem nenhuma outra preocupação. O campo não foi homogêneo, nem escolhido; apresentou-se sempre com manchas de terreno bom, de terreno pedregoso, de terreno duro e impenetrável, inteiriçado de espinheiros e cardos como uma charneca selvagem. Também os espinheiros dão flores, pobres flores; também os cardos têm o seu vago colorido! Sempre tive para comigo que Deus sabe tirar seus eleitos também das pedras e dos espinhos. Também o Divino Mestre, depois dos anos de sua dolorosa paixão, viu-se abandonado pelos seus escolhidos; assim mesmo, por meio deles difundiu e fez o Cristianismo triunfar. No apostolado não se deve raciocinar com mentalidade humana. Aos jovens apóstolos, a todos, pois, eu digo: trabalhem sempre com fé e com confiança”.

Talvez por isso Pe. Antônio sofria ao constatar a própria inutilidade. Mas foi através desse lento calvário que ele soube conseguir a coroa gloriosa para a eternidade.

Pe. Antônio teve uma passagem muito movimentada pelo Brasil. Mais abaixo mostraremos suas vindas e voltas. Tentou permanecer aqui, mas não foi possivel. Sua saúde não permitiu. Porém nunca se esqueceu do Brasil. A todos os brasileiros que o visitavam, fazia questão de lembrar que trabalhou no Brasil e ainda sabia um pouco de português. Na decada de 1950 cooperou muito com o Provincial brasileiro, durante a estadia de nossos estudantes em Verona.

Eis a sua "odisséia": 16-04-1929 - “Às 7h desce do piróscafo (navio) o Pe. Antônio Pressacco e com Pe. Albino vai tornar o trem de 10h. Janta em Campinas e chega às 9h da noite em Rio Claro”.

02-10-1931 - “Pe. Antônio Pressacco com os néo-professos... embarca no “Giulio Cesare” para a Itália. Vai tratar da saúde e descansar um pouco”.

01-03-1932 - “De noite chega Pe. Antônio Pressacco de volta da Itália para onde foi curar-se. Esperamos que agora continue bom”.

19-08-1933 - “Pe. Antônio Pressacco embarca em Santos para Roma, chamado pelo Revmo. Superior Geral para cuidar dos estudos universitários. Acompanham-no os votos e as orações dos confrades do Brasil onde, com tanto desgaste da sua saúde, trabalhou no ensino e no ministério”

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